Papo reto com o Universo – 1T2012

Estamos nos aproximando do fechamento do primeiro trimestre de 2012 e se vc acha que essa observação é tão somente porque eu trabalho próximo às auditorias de insituições financeiras, engana-se. Eu gosto dessa coisa de cortar o tempo em fatias (super Drummond) e de ir fazendo revisões periódicas de rota, ajustando aqui e ali a carta de navegação pra evitar bater num iceberg ou algo que o valha. Titanic e tal, vamos aprender com o erro dos outros tbm, porque a vida é curta demais pra gente cometer todos sozinho.

Hoje, portanto, eu queria bater um papo reto com o Universo. Chame de deus, força maior, mestres, natureza, do que quiser. Se vc chamar de Sanduíche de Queijo eu tbm não ligo. Eu só preciso que vc entenda o conceito: eu converso com essa energia que nos rodeia, muito além d’O Segredo e da simples lei da atração. Eu acredito que tem algo maior que nos rege; possuo algumas crenças sobre o racional por trás disso, mas cada vez mais me convenço de que o racionalizar deve também ter seu limite. É o meu ascendente em Peixes colocando meu solar em Virgem no seu devido lugar. Porque nem tudo é matemático; quase nada é unilateral e não sou eu que vou ficar de mimimi a essa altura do campeonato, que não sou besta.

Essa coisa de evoluir em praça pública, acontece com todo mundo, mas há que se trazer pra dentro, sumir um pouco, saber-se menos. Àqueles que ostentam o broche denunciando estar em treinamento; a vida não absolve pela boa intenção. Causa mortis, coragem. O sentimento pra lidar com a vergonha de cabeça erguida e olhos abertos; o pedido de desculpas não desfaz o mal, mas não carrega em si o assumir da culpa. São tantas a facetas e aplicações do perdão. Causa mortis, brios com boa fé. E mais uma parte de vc se torna inoxidável em definitivo. Não era esse o plano, afinal?

Todo mundo apontando o dedo, quase ninguém estendendo a mão. Entendo: a lei é a do menor esforço combinada com aquela que diz que o que é bom a gente capitaliza; o que é ruim a gente socializa. Não nos culpo. O orgulho é um sentimento ingrato e se vc não sabe a hora de parar, então é preciso caminhar um pouco mais.

Nesses primeiros três meses 2012 fez cumprir, absolutamente todos os dias, o trato que fez comigo para transformar a minha vida em uma vida que acomode melhor os imprevistos. Já foram três anos-novos – o lunar, o chinês e o sol entrando em Áries – mas, pra mim, parece que foram três vidas. Parece que foram três capítulos, três livros, três filmes que contam uma história sem fim.

A história de uma mocinha não tão comum, com a boca meio suja, um ar de auto-suficiência (que pode ser rebatizada de pseudo-suficiência) e um monte de sonhos cor-de-rosa que podem nunca vir a ser nada além disso, mas que fazem dela uma sonhadora, numa terra distante, com um príncipe encantado e uma meia-dúzia de coisas/pessoas realmente importantes para si. É, eu tbm sou normal em muita coisa, quem diria.

Quando olhamos em perspectiva, sob uma ótica devidamente ajustada, é tudo tão pequeno. E, num resumo, os primeiros três meses do ano serviram justamente pra isso mesmo: organizar as coisas, em meu peito, com o tamanho que elas realmente têm que ter. Muito justo, eu diria.

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Sobre Ana Gomes

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