Não vale a rapidez

A gente tira a pessoa da pobreza, mas não tira a pobreza da pessoa: eu sempre preferi carro à avião, principalmente em família (leia-se crianças). Hoje tenho certeza de que não há maneira melhor de viajar.

Eis que me encontro no aeroporto de cumbica, com meu pequeno príncipe e 2 pequenas malas. Uma mochilinha e uma de rodinha. E, claro, bichinhos e brinquedos pendurados em tudo quanto é lugar.

Depositei tudo na bandejinha e nomeu corpo ficou: eu, minhas roupas, um sapato peep toe (essa inf é importante, guarde), meu filho e sua fralda.

Apitou uma vez.
-‘senhora, é seu cinto. Tire, por favor.’

Apitou a segunda vez.
-‘seu sapato’

Meu sapato?!?! Que é de pano e todo aberto deixando e pé à mostra??!?!

Pois é. Tive que tirar, passar, colocar o cinto, calçar o sapato, pegar o bilhete da passagem (sim, pediram pra colocar isso tbm na bandeja), pegar a mochila, descer a mala da esteira e pendurar os bichinhos, com bebê no colo e 4 funcionários me olhando enquanto, claro, eu reclamava.

E ainda tive que ouvir um funcionário me perguntar se era a primeira vez que eu viajava e uma explicação sobre como funcionam os detectores de metais.

E minha vida mudou depois disso. Nunca mais levo minha bazooka no sapato peep toe. E da próxima vez vou de carro.

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Sobre Ana Gomes

Profissionalmente, mais aqui >> https://br.linkedin.com/in/anacgomes
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